Modernismo

Período Moderno (1930 – 1960)

“As manifestações culturais e intelectuais foram intensas, e os anos 20 e 30 expressaram o sentido de renovação artística, política e social que iria marcar profundamente o século XX”. (MINDLIN, 2000, p. 9)
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna de 1922 só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, arquitetura, etc.

Imagem 01 – Cartaz anunciando a Semana de Arte Moderna de São Paulo em 1922
Fonte: http://moderneiros.files.wordpress.com/2008/10/semana.jpg

Com a mudança de pensamento trazida da Europa a arquitetura também mudaria, assim arquitetos como Gregori Warchavchik, Rino Levi, Lucio Costa, Flávio de Carvalho, entre alguns outros que, já em meados daquela década ou início da seguinte, quiseram adequar sua formação às práticas da modernidade estética.¹
Os arquitetos modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.

Imagem 02 – Primeira casa modernista,projetada por Gregori Warchavchik em 1927, na rua Santa Cruz, em São Paulo,
Fonte: http://www.vitruvius.com.br/drops/drops25_03.asp

O edifício-ícone do modernismo no Brasil não foi o primeiro, mas certamente aquele que contou com a melhor propaganda foi o Ministério da Saúde e Educação no Rio de Janeiro.

Imagem 03 – Ministério da Saúde e Educação no Rio de Janeiro
Fonte: http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq078/arq078_00.asp

¹http://www.vitruvius.com.br/drops/drops25_03.asp

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Período Moderno (1930 – 1960)

A catalização das forças criadoras e os ideais principais do movimento foram ajustados por Le Corbusier em sua visita de 1936 ao Brasil. Em pouco mais de uma semana de trabalho intenso realizou os esquemas para o Ministério da Saúde e Educação e a Cidade Universitária. Lucio Costa e Oscar Niemeyer juntamente com Le Corbusier, em tarefa comum garantiram que a semente frutificasse, não só na obra individual, mas também na prédica teórica.

Os arquitetos Modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.

O edifício do Ministério compõe-se de um volume em altura sobre pilotis e um outro mais baixo e perpendicular ao primeiro. Suas fachadas foram tratadas de acordo com a incidência solar, utilizando-se brise – soleils e vidro. No seu interior a planta é livre, isto é, sem paredes fixas, o que permite liberdade de uso. Foram utilizadas divisórias de madeira que não chegam até o teto, possibilitando ventilação cruzada. Alguns locais receberam azulejos e murais do pintor Candido Portinari, artista de destaque no Movimento Moderno brasileiro, e os jardins receberam esculturas de Lipchitz, Bruno Giorgi e Celso Antonio.

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Se tratando de Brasília e o do Planalto Central, têm-se uma jornada de separação, onde confrontam-se Brasília Modernista e o Brasil de todos os dias. Brasília nos mostra diferentes situações, o grande movimento do litoral e o vazio do interior; o congestionamento e a aglomeração das grandes cidades e os silenciosos horizontes do planalto; tem também as praças do interior com suas feiras e os espaços vazios de Brasília, onde não encontra-se praças e nem feiras. As pessoas que visitam ou moram em Brasília, percebem com nitidez a separação existente entre a cidade e o resto do país, rotulando Brasília como a cidade da fronteira, como um projeto de desenvolvimento, sendo um Eldorado de oportunidades.


Fonte: http://www.superbrasilia.com/misc/aerea2006a.jpg

Brasília também conta com o Plano Piloto, que tem a forma de um avião, cortado por avenidas largas, têm-se os eixos monumental e rodoviário. Bancos, Hospitais, hotéis, e Comércio, se encontram nos eixos Sul e Norte. Encontra-se também as super-quadras – com no máximo 6 pavtos, os setores de casas germinadas e também as entrequadras mistas – comércio e residência.
Um ponto interessante é que em Brasília não existem esquinas e a única rua foi batizada como a Rua da Igrejinha – na 107/108 sul.

Plano Piloto. Fonte: http://www.vitruvius.com.br/drops/drops17_03_01.jpg

Super-Quadras. Fonte: http://www.vitruvius.com.br/entrevista/luciocosta/luciocosta09.jpg

A capital do país conta com arquitetura de ponta, sendo moderna e leva a assinatura de Oscar Niemeyer em vários pontos importantes da cidade. Alguns pontos turísticos de Brasília são o Congresso Nacional, Palácio do Planalto e da Alvorada e o símbolo da modernidade da capital que é a Ponte JK.

Congresso Nacional. Fonte: http://www.embrapa.gov.br/imprensa/noticias/2008/julho/3a-semana/congresso-nacional-aprova-suplementacao-orcamentaria/image

Palácio do Planalto e da Alvorada. Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Palacio_do_Planalto.JPG

Referências:
HOLSTON, James. A cidade modernista: uma crítica de Brasília e sua utopia. Editora Companhia das Letras, 1993. p. 362

http://www.forumeja.org.br/df/?q=node/194

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Fonte: Um Sabado Qualquer

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