Colonial

PERÍODO COLONIAL/BARROCO NO BRASIL (1530 – 1822)

Em 1530 as primeiras vilas começam a surgir no território brasileiro, neste período os colonizadores portugueses importam as correntes estilísticas da Europa para a colônia, que tendem a se adaptar as modificações do plano econômico-social.
As primeiras cidades formadas no Brasil situavam-se próximas ao litoral, e tinham adaptação do traçado das ruas.

Imagem 01- Planta da Restitvição da Bahia. Original manuscrito de João Teixeira Albernaz I. ( REIS, 2001, p. 20)

Neste momento surgem duas classes sociais distintas: a burguesia e os escravos, trabalhadores domésticos.

Imagem 02 – O senhor e seus escravos.
Fonte: http://historianovest.blogspot.com/2009/05/memoria-afetiva-da-escravidao.html.

Características Urbanas

Monotonia da cidade caracterizada pelas ruas estreitas e a presença de pouco verde. Não se concebiam casas urbanas com recuo ajardinado, nem jardins públicos.

Imagem 03 – Aspecto urbano no período colonial. (REIS, 2004, P. 27)

Os sobrados ou as casas térreas eram edificados ao nível do chão e apresentavam aspecto uniforme, construídas sobre o alinhamento das ruas e paredes laterais sobre os limites dos terrenos. Os lotes eram com testada de cerca de 10 metros e com grande profundidade.

Imagem 04 – Casarios com janelas de caixilharia. Ao fundo, a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito no Rio de Janeiro. (HUE, 1999, P. 163)

Os monumentos religiosos normalmente eram implantados em lugares altos, facilmente visualizados.

Imagem 05 – Matriz de Santo Antônio. Minas Gerais. (HUE, 1999, P. 114)

Características Arquitetônicas

A produção arquitetônica era realizada pela mão-de-obra escrava, que utilizava técnicas de construção primitivas.
Nas casas mais simples as paredes eram de pau-a-pique e adobe e nas residências mais importantes fazia-se uso de pedra e barro, e raramente tijolo, pedra e cal. A cobertura era feita com telhas de barro em duas águas.
Os pisos das edificações eram diferenciados conforme a classe social, no sobrado eram assoalhados e na casa térrea era de chão batido. Da mesma forma, as residências de famílias de burgueses era decorada com azulejos nas paredes, mais usualmente utilizavam tons de azuis ou amarelos.

Imagem 06 – Casarão com paredes revestidas com azulejos. (HUE, 1999, P.35)

Imagem 07 – Detalhe do desenho do azulejo.

As dimensões e número de aberturas, assim como a uniformidade das edificações fora exigência da época, para garantir às cidades brasileiras a mesma aparência portuguesa.

Imagem 08 – Janelas, caixilharias, muxarabis e postigos. (HUE, 1999, P.128)

Imagem 09 – Janelas, caixilharias, muxarabis e postigos. (HUE, 1999, P.129)

Imagem 10 – Detalhe da fechadura.

As janelas do segundo pavimento normalmente possuiam guarda-corpo ou balcões, a maioria com gradis de ferro.

Imagem 11 – Porta com balcão com gradil de ferro. (HUE, 1999, P.43)

Imagem 12 – Detalhe do desenho do gradil.

As plantas eram monótonas por manterem sempre o mesmo desenho. As salas e lojas usufruíam das aberturas posicionadas na fachada frontal e nos fundos da edificação ficavam os cômodos de permanência das mulheres e locais de trabalho que aproveitavam as aberturas dos fundos. Entre os cômodos que recebiam iluminação e ventilação natural ficavam as alcovas, destinadas à permanência noturna, onde não penetrava luz. A circulação se dava por um longo corredor que normalmente conduzia da porta de entrada até a dos fundos.

A chácara também era um tipo de habitação característico da época, onde residiam as famílias abastadas. As casas situadas da área rural possuíam varanda, que servia para observar possíveis invasores, sendo que os cômodos onde ficavam as mulheres e crianças posicionavam-se aos fundos da edificação, como forma de proteção.

Imagem 13 – Fazenda Santo Antônio. Rio Grande do Sul. (HUE, 1999, P.177)

A diversidade dos elementos e as singularidades da arquitetura religiosa colonial confirmam a dificuldade de denominar padrões estilísticos. Mas podem ser destacadas:
“características da planta com capela-mor profunda, de nave e contorno externo retangular, a fachada de corpo central com torres composta a partir da marcação das principais linhas e elementos com cantaria, contrastando com o paramento branco e o uso sistemático da talha como elemento de conformação espacial”. (CARVALHO, NÓBREGA, SÁ, 2000, 17)

Por Aline Paula Gonzatti
Referências:
HUE, Jorge de Souza. Uma visão da arquitetura colonial no Brasil. Rio de Janeiro: Agir, 1999.
REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da arquitetura no Brasil. 10. ed. São Paulo: Perspectiva, 2002-2004. 211 p.
REIS FILHO, Nestor Goulart. Imagens de vilas e cidades do Brasil colonial. São Paulo: EDUSP, 2001. 411 p.

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